Catanduva tem 1,9 mil postos de trabalho
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012Dados apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontaram que Catanduva encerrou o ano de 2011 com o saldo positivo de 1.938 empregos com carteira assinada. A informação consta no último boletim divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged.
Apesar de ter encerrado o ano com saldo positivo, dezembro foi o que teve o pior desempenho no período, com 1.090 contratações, mas em contrapartida 2.480 desligamentos.
No mês passado, todos os segmentos analisados pelo Caged encerraram o mês de forma negativa. A Indústria de Transformação fechou o mês com 473 postos a menos de trabalho.
A Agropecuária – que no acumulado do ano foi a que mais gerou admissões – teve o segundo pior desempenho, com 418 demissões, seguido por Administração Pública (-195), Serviços (-167), Comércio (-82) e Construção Civil (-56).
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (Sinal) de Catanduva e região, João Agostinho Pereira, se for considerado que a metade da população da cidade de Catanduva seja economicamente ativa (em condições de se inserirem ao mercado de trabalho), cerca de 5% da população conseguiu emprego e se manteve nele, em 2011.
“Esse fenômeno se verificou em todo o Brasil. Contudo, apesar do nível de desemprego estar mais baixo que no período anterior à crise, em 2008, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) não descarta a possibilidade de o Brasil sofrer os efeitos da recessão, no caso de a economia global ser contaminada pela crise europeia e vir a sofrer sérios abalos, provocando dificuldade de gerar emprego na indústria e, com isso, gerar um círculo vicioso, onde o problema da economia só aumenta, atingindo todas as classes sociais”, declarou Pereira, através de sua assessoria de imprensa.
Esse cenário, de acordo com o sindicalista, tem despertado muita preocupação aos representantes dos trabalhadores. Todas as Centrais Sindicais têm discutido o assunto.
“A grande preocupação é a continuidade da geração de emprego, através de estímulos à produção em detrimento do fomento aos abundantes ganhos na especulação financeira. O capital deve ser remunerado através das aplicações financeiras e da poupança, contudo, essa valorização não pode superar o ganho pela produção. Se isso continuar a ocorrer, que estímulo teria o empreendedor para continuar tendo toda a dor de cabeça para instalar uma planta de produção, se no Brasil se ganha mais dinheiro especulando do que produzindo? Aí entra a questão da necessidade da redução drástica dos juros, que hoje, também é um recorde que o Brasil detém”, sinaliza.
Os segmentos da Agropecuária e da Indústria de Transformação mostram os reflexos do final da safra de cana de açúcar com o começo da produção de ventiladores, setores são os que mais utilizam mão de obra na região. “Essa tendência de variação na geração de empregos é normal se compreendermos do ponto de vista de que o mercado está aquecido e deve melhorar nos próximos meses”, explica Airton José da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Catanduva e Região.
Fonte: O Regional