Catanduva: Balanço da Lei Antiálcool registra mais de duzentas mil inspeções
sexta-feira, 24 de agosto de 2012O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o superintendente da APAS (Associação Paulista de Supermercados), Carlos Correa, realizaram na última semana um balanço da lei antiálcool, em vigor há nove meses, com 205 mil inspeções.
De acordo com Alckmin, o governo paulista fará uma “Resolução” para esclarecer todas as dúvidas dos estabelecimentos. “A orientação é clara: é proibida a venda de bebidas para menores de 18 anos e os supermercados precisam pedir RG. Na dúvida, se julgar que o comprador tem menos de 25 anos, peça o documento”, afirmou o governador. Para os demais casos (adultos ou pessoas idosas) não é necessária a apresentação do RG.
Até o final do ano, 100% dos supermercados terão o sistema eletrônico de controle de venda de bebidas alcoólicas, divulgou a APAS. Por meio desse software, os caixas travam quando registram bebida alcoólica. “Hoje, 50% dos supermercados têm o sistema eletrônico”, informou o superintendente da APAS.
Catanduva
Em Catanduva, os supermercados associados a APAS ainda não receberam o sistema, mas alegam que estão cumprindo a lei de acordo com a orientação e sua data em vigor.
O gerente de marketing de uma rede local, Leandro Garcia, afirmou que todas as operadoras de caixa exigem a apresentação de documento ( RG ou carteira de Identidade) quando o cliente compra a bebida alcoólica.
Referente ao sistema de travamento, a unidade avalia como um bom procedimento, desde que não atrapalhe no atendimento dos caixas. “É um bom procedimento, pois, assim não cria desconforto entre a operadora e o cliente, pois, o cliente se vê obrigado a mostrar o documento devido ao processo de “trave”. Mas, também o processo tem que ser fácil e prático para não gerar demora nos caixas proporcionando atraso no fluxo de clientes”, disse.
Em outra rede, o gerente Marcelo Ribeiro destacou que além de exigirem o RG, as bebidas são proibidas de serem pagas através do cartão alimentação. “Essa é uma forma a mais de bloquear, porque na maioria das vezes, o “ticket alimentação ou vale alimentação fica nas mãos dos jovens que tentam nos ludibriar e este cartão tem especificamente a finalidade para alimentação, como o próprio nome diz”. Como o atendimento de sua loja que vai até as 22 horas, Ribeiro ainda aponta que já presenciou vários jovens que saem para a ”balada” insistindo em comprar bebidas sem apresentação de documento.
“A maioria tenta nos intimidar usando cargo de familiar, “dizendo ser filho de pessoas importantes na sociedade, e com isso acha que pode levar a bebida, mas a lei é clara e de nenhuma forma consegue comprar sem apresentar documentação”, conclui o gerente.
FISCALIZAÇÃO
Até o momento foram realizadas 205 mil inspeções e mais de mil estabelecimentos foram multados desde que a lei entrou em vigor, em novembro de 2011.
De acordo com dados divulgados pelo governo, do total de locais que descumpriram a lei, 57% foram bares, restaurantes, lanchonetes e padarias; 18% foram hipermercados, supermercados e mercados; 3% postos de combustíveis e conveniência. Buffets responderam por 1% das multas; danceterias 1% e 20% demais estabelecimentos.
A capital paulista teve o maior número de descumprimento da lei, com 345 estabelecimentos multados, seguida da Baixada Santista, com 179 autuações. O balanço aponta que 63% das multas foram por bebida alcoólica misturada a outros produtos (como refrigerante, água e suco) em mesma gôndola ou geladeira; 22%, por ausência de placa indicativa, e 15%, devido à permissão de consumo ou venda para menores de 18 anos.
Em Catanduva, a Vigilância Sanitária (Visa) durante o período atuou apenas um estabelecimento que não estava em conformidade com os itens da lei. E realizou quatros blitz em bares, lanchonetes e supermercados junto ao Conselho Tutelar.
Fonte: O Regional